Educação digital caminho sem volta!
Educação tradicional está fadada a extinção
Com o advento da pandemia o
mundo digital tomou conta das nossas vidas e nada será como
antes. Sinto como se uma “nova era” chegasse abruptamente e nós nos adaptamos rapidamente para seguir o fluxo. O fato é que estamos cada vez mais habituados com a tecnologia e alinhando as demandas do cotidiano ao "mundo" remoto: trabalho e aulas online, reuniões no campo digital, compras, vendas
e relações sociais diversas.
Fui convidado para compartilhar algumas experiências durante a Jornada Pedagógica realizada pela Secretaria municipal
de Educação de Lauro de Freitas, falei um pouco sobre os desafios do campo digital no contexto das artes. Isto me fez pensar sobre o assunto e comecei a pesquisar.
Como não existem coincidências, acredito que atraímos o que vivemos e um dos
assuntos abordados em uma nova graduação à distância que estou fazendo,
Licenciatura em História, foi justamente o uso das tecnologias na educação, ascendendo ainda mais a luz amarela sobre o tema.
E aí me veio uma frase que ouvir de um arte-educador em 2019, “o conhecimento deve ser construído e não imposto”. Na ocasião estávamos partilhando acerca do ambiente escolar e seu papel na formação, no despertar da criativamente, do senso crítico, da liberdade e da autonomia para propor mudanças necessárias. E que o ensino contemporâneo não consegue acompanhar as transformações tecnológicas.
Conversando com alguns estudantes neste mesmo período notamos que o desabafo caminha no mesmo sentido e que as instituições de ensino precisam integrar-se
aos mecanismos de funcionamento desse novo modelo de sociedade para se tornar
próxima e fazer sentido a educação, pois, caso contrário, poderão estar fadadas
à extinção ou apenas fazer parte de um mero protocolo legal, seja este, a
obrigatoriedade de crianças e adolescentes estarem matriculadas.
Nesse sentido, tornar o uso das TICs (Tecnologias da informação e comunicação) deve ser uma prática sistemática nas escolas, sabemos que não é tarefa fácil. Mas é preciso “desmistificar” a máquina e trabalhar com os professores o que é e como pode ser utilizado o recurso da informática, pois, já estamos vivendo isto atualmente com aulas online. Meus filhos há mais de um ano estão nesta modalidade, o pequeno de cinco anos, não aguenta mais, está achando monótona e sem a interação "digital" que ele estar acostumado nas redes, pois nasceu neste universo e para mantê-lo interagindo com o modelo online, o arcabouço tradicional precisa ser deixado de lado, inovar é preciso. Este é o desafio! Sabemos que o computador não substituirá a importância do papel desempenhado pelo professor, apenas o torna mais eficaz e possibilita um ensinar e aprender inovador.
Portanto é importante reforçarmos está reflexão através de pesquisas e investimentos necessários para que possamos mensurar o tamanho desta demanda e a realidade digital na educação. Qualificar as nossas escolas com esse novo caminho será assunto permanente. Minha filha de 14 anos, se adaptou
a modalidade à distância e quando a pandemia for controlada pensa em estudar de
forma híbrida e as escolas precisam ficar atentas a isto. São mudanças que
fazem parte da vida e os aprimoramentos mantém a evolução
humana. Minha esposa também foi pega de surpresa, a dinâmica do seu mestrado passou a ser online, ela gostou, pois diminuiu custos de transporte e tempo. Ainda assim, a instituição não diminuiu as despesas relacionadas as mensalidades, ora, o custo operacional encolheu com ensino à distancia (energia, água, aluguel, dentre outros), isto também precisa ser levado em consideração.
Os desafios são muitos, porém muitas, também, são as possibilidades de utilização das tecnologias para qualificação do ensino e para aproximação de estudantes, professores e a comunidade em contextos educativos. As TICs na educação vem realizando o seu papel e contribuindo para a formação de cidadãos. A tecnologia é uma realidade no nosso dia a dia
Olhar para a utilização da tecnologia como parte da função da escola não é mais objeto de luxo, mas, sim, uma realidade necessária para o desenvolvimento integral do ser humano. As instituições de ensino precisam ajustar-se aos mecanismos de funcionamento desse novo modelo de sociedade para se tornarem próximas de nossas crianças e adolescentes, caso contrário, poderão estar destinadas à extinção. Não podemos esquecer que passamos por evolução constantemente!
Márcio Wesley | DRT/BA 5469
Jornalista com MBA em Comunicação
e Semiótica na linguagem artística e
Licenciando em História
www.blogdomarciowesley.com.br
Pois é Amigo,como na música. Nunca será como antes.
ResponderExcluirVerdade meu amigo... A vida é uma eterna mudança evolutiva!
ExcluirInteressantes as reflexões.
ResponderExcluirAs TICs precisam impactar o custo para os alunos. Sim.
Os professores desempregados no decorrer do processo também precisam garantir o emprego? Não tem como dizer que os professores se manterão com os empregos porque as turmas, em muitas situações vão aumentar, significando pera de vagas para os professores.
Ai vem a questão: “Por que as tecnologias avançam sempre gerando desemprego? O lógico não seria as tecnologias servirem a sociedade? Mas como? É necessário a ressignificação da jornada de trabalho. Se trabalhar menos para mais pessoas poderem trabalhar.
Parabéns pelas matérias, sempre pertinentes!
Peri Rudá
Concordo, os avanços são inevitáveis, mas no caso da educação é necessário um olhar diferenciado. Precisamos valorizar os nossos guerreiros mestres, sem eles não somos ninguém.
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