Lauro de Freitas sem memória: dez anos depois, nada mudou
Em 2016, na Vilas Magazine contribuímos em um artigo intitulado “Lauro de Freitas sem memória”. Dez anos se passaram e, infelizmente, continuo com a mesma sensação: nada mudou. Nadica de nada.
Nossa cidade segue perdendo referências, espaços, documentos, histórias e elementos que ajudam a contar quem somos e de onde viemos. A memória de Lauro de Freitas está morrendo diante dos nossos olhos, enquanto o poder público continua tratando a preservação histórica e cultural como uma pauta secundária.
Neste ano de eleição, gostaria de ouvir dos candidatos e candidatas aos cargos de deputados e deputadas estaduais e federais que estão circulando por Lauro de Freitas: qual é o compromisso de vocês com a memória, a história e o patrimônio cultural da nossa cidade?
Em que lugar essa pauta está na lista de prioridades? O que pretendem fazer, concretamente, para preservar nossa história?
Não quero textos produzidos por inteligência artificial, frases prontas ou promessas genéricas. Quero ouvir os candidatos e candidatas.
Gostaria de assistir vídeos, propostas, posicionamentos e, principalmente, sentir verdade e compromisso nas falas.
A história de Lauro de Freitas não pode continuar sendo esquecida. Só irei apoiar e pedir votos para quem, de fato, me convencer de que essa pauta é importante e que existe compromisso real em defendê-la.
Dez anos depois, a pergunta continua de pé. E a luta pela memória de Lauro de Freitas continua.
Márcio Wesley, jornalista, professor e conselheiro municipal de cultura de Lauro de Freitas
Lauro de Freitas sem memória: dez anos depois, nada mudou
Reviewed by Márcio Wesley
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setembro 05, 2026
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