Prezada prefeita Débora Regis
Por: Fernando Borba
As manifestações culturais que representam a identidade de nossa gente, estão ficando para trás sem políticas públicas. Uma cidade com tanta história e tanta negligência para cuidar do seu passado
LAURO DE FREITAS
Acompanhamos com atenção e expectativa o projeto de gestão proposto para o nosso município, cujo lema central fundamenta-se na promessa de "mudança" e renovação, torcemos muito por isto.
Entendemos que administrar uma cidade exige um complexo equilíbrio de prioridades, que vão desde a infraestrutura básica até a saúde e a educação.
No entanto, causa-nos preocupação constatar que, em meio a essa busca por transformação, o setor cultural e a preservação da história local têm sido relegados ao esquecimento.
Uma verdadeira mudança não se consolida apenas com obras de concreto ou reformas administrativas; ela se reflete, essencialmente, na forma como uma gestão valoriza a identidade do seu povo. A cultura não é um gasto supérfluo, tampouco um mero entretenimento para momentos de lazer.
Ela é uma força econômica vital, geradora de emprego, renda e inclusão social. Quando a administração municipal ignora os artistas locais, os palcos independentes, os artesãos e as manifestações tradicionais, ela sufoca a própria alma da comunidade e enfraquece o sentimento de pertença dos cidadãos. De igual modo, o descaso com o patrimônio histórico do município representa uma perda irreparável.
A história de uma cidade é o alicerce sobre o qual o seu futuro deve ser construído. Permitir que monumentos se deterioram, que arquivos públicos fiquem inacessíveis ou que a memória dos pioneiros seja esquecida é o oposto de avançar; trata-se de um retrocesso silencioso. Sem memória, não há identidade, e sem identidade, qualquer promessa de desenvolvimento torna-se vazia.
Governar para o futuro exige sensibilidade para reconhecer a riqueza do passado e o potencial do presente. Esperamos, portanto, que esta administração compreenda o valor estratégico da cultura e da história, abrindo canais reais de diálogo com a comunidade artística e implementando políticas públicas que a filha da terra faça a renovação anunciada.
Afinal, a mudança mais duradoura e legítima é aquela que cuida de sua gente por inteiro: do asfalto que pisam à história que carregam no peito.
Fernando Borba
Oscip RIOLIMPO
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Reviewed by Márcio Wesley
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agosto 24, 2026
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